Apenas algumas viagens, sem itinerário certo. Se você embarcou, paciência. Fico feliz se você entendeu.
quinta-feira, 11 de julho de 2019
Dilapida-me
Vem.
Vem cá.
Vem logo!
Vem, que eu to com fome, to com sede, to com o diabo no couro!
Nunca te vi, mas já te espero. Não sei teu nome, mas já te venero.
Voraz, coração maldito que já apodreceu de tanto vazio. Que grita, que urra, que xinga, que bate na própria cara.
Velocidade acelerada, me açoita nas molduras noturnas, me sufoca na calma imensidão.
Basta!
Basta de tantinho.
Basta de besteira louca, de simplicidade cretina, de amores rasos, de juras descartáveis.
Aos anjos que me sopram verdades e me fazem certo e desaventurado, que me mintam, que me joguem no vácuo da cegueira, não quero mais enxergar.
Me consuma! Me aproprie! Me transforme!
Seja cítrica, seja vulcão, seja tempestade, apenas seja!
E quando chegares, se tiveres que ir, que se vá! Mas deixe em mim gravada tua marca, algo que me sirva de alimento, de sustento, de escora.
Me faça valer a pena, antes que as luzes se apaguem, antes que tarde seja.
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