Apenas algumas viagens, sem itinerário certo. Se você embarcou, paciência. Fico feliz se você entendeu.
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Sobre...
Ahh se o mundo inteiro me pudesse ouvir...
Se eu pudesse gritar como as poucas forças que me restam.
E minha voz fosse ouvida perante todas as estações do ano.
Ouviria-se um grito sussurrado, preso sob o peso da prensa que me aperta.
Meu coração vadio e fraco, que arde sem pretexto justo.
Feliz eu o seria, se fosse o ardor pelas brasas da paixão.
Iludo-me, consumo-me, rumino-me, afogado em ácido sentimento.
Um vulto vulgar, que me circula, assombrando-me sem um pingo de dó.
Onde minha integridade e sanidade foram quebradas, sob os protestos de minha alma.
Nos labirintos sem saída, que a vida nos prega e nos castiga.
E vive-se de migalhas de sentimentos duvidosos, uma febre nostálgica e torturante.
Alimentados por vícios de imaginação, onde carrascos me torturam com sua dança nupcial.
Quisera eu, enxergar na monotonia da rotina asfixiante.
Algum alento que me tirasse dessa convulsão de tristeza.
Que por segundos, retratos fixos em minha mente, fossem sequestrados para sempre.
Que a certeza da incerteza não pilotasse mais os destinos da minha existência.
E pinto a amarga aquarela de minha vida com pinceis de agonia.
Carregadas por tintas porosas, de aspecto pálido e borrado.
Perfazendo a imagem estúpida e pobre, de um ser combalido por suas próprias atitudes.
Desenvolvendo o sentimento mais orgânico e intransigente dos homens afetuosos.
A densa e insistente, saudade.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Gracias!!
Hoje estou sem palavras.
Elas me foram roubadas pelas facetas do destino.
E a dor nas costas, a lâmina que penetra no pulmão esquerdo.
Me falta ar.
As recordações do passado distante.
Me arrependo de ter vivido.
Todos os caminhos percorridos que me levaram ao nada.
Que tudo que se deu foi tomado de maneira grosseira.
Logo eu que achava ter curado as feridas, cicatrizado as mazelas.
Procuro ainda minha punição no caminho, do meu jeito.
Mesmo sem a honestidade e respeito que sempre ajuizei.
Me farto desse banquete de mentiras a conta gotas.
E no livro das explicações, não existe o capítulo que sane minhas considerações.
Enxertado de melodias de Grover Washington Jr. padeço sobre a realidade.
Não há como se ter aquilo que nunca foi seu. Nunca foi!
Mesmo Lou Rawls estando certo, não canto essa canção.
Sei que meu remédio é barato mas amargo, segundos em segundos.
E talvez eu tenha procurado isso quando voltei a ser aquele romântico idiota.
Mas não posso podar aquilo que tenho sobrando, e tenho muito a dar.
E basta essa seca passar, o tempo abrir, para se plantar a semente novamente.
E no final das contas eu sempre serei aquele cara legal, que ninguém quis magoar.
Elas me foram roubadas pelas facetas do destino.
E a dor nas costas, a lâmina que penetra no pulmão esquerdo.
Me falta ar.
As recordações do passado distante.
Me arrependo de ter vivido.
Todos os caminhos percorridos que me levaram ao nada.
Que tudo que se deu foi tomado de maneira grosseira.
Logo eu que achava ter curado as feridas, cicatrizado as mazelas.
Procuro ainda minha punição no caminho, do meu jeito.
Mesmo sem a honestidade e respeito que sempre ajuizei.
Me farto desse banquete de mentiras a conta gotas.
E no livro das explicações, não existe o capítulo que sane minhas considerações.
Enxertado de melodias de Grover Washington Jr. padeço sobre a realidade.
Não há como se ter aquilo que nunca foi seu. Nunca foi!
Mesmo Lou Rawls estando certo, não canto essa canção.
Sei que meu remédio é barato mas amargo, segundos em segundos.
E talvez eu tenha procurado isso quando voltei a ser aquele romântico idiota.
Mas não posso podar aquilo que tenho sobrando, e tenho muito a dar.
E basta essa seca passar, o tempo abrir, para se plantar a semente novamente.
E no final das contas eu sempre serei aquele cara legal, que ninguém quis magoar.
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