Apenas algumas viagens, sem itinerário certo. Se você embarcou, paciência. Fico feliz se você entendeu.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
Diálogos
De onde vêm tamanha imprecisão, mesmo depois de tanta repulsão?
Ora, cretinos somos todos nós, aqueles mesmos que não conseguem explicações diante dos retratos estampados em todos os outdoors da cidade.
Resultados imprecisos, frames congelados, sem iluminação adequada. Já putrefato, deveras imperfeito, não necessitava de minguação de deferência. Que enigma.
A necessidade viciosa de buscar o mal insalubre, a idiotice de não sepultar a animosidade de um ser. Já deveria estar a léguas, pois não?
Mesmo que se podendo enxergar o mundo sem fronteiras, magneticamente a visão volta a olhar por brechas minusculas.
Quanta imbecilidade, quanta infantilidade. Atitudes que deixam o ser seguro de si uma besta dominável.
Há de se cessar, de se exterminar.
Mas o que se busca é apenas preenchimento. De emoções e sentimentos perdidos, coisas que apenas os corações joviais podem desfrutar. Por segundos contados de relógio, a explosão hormonal que almas calejadas não se permitem mais sentir.
Tudo isso em busca do mesmo olhar que já fora lançado, em entardeceres inóspitos e noites lascivas. O milionésimo de tempo de um piscar de pálpebras. Tempo eternizado em memórias que são insubstituíveis.
Pobres e miseráveis devemos ser. Loucos e facínoras seremos sempre.
Maldito sejam os olhares cirúrgicos, que afetam os espíritos com profundidade de uma lança cortando a carne.
Olhar maldito.
Maldito seja.
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