terça-feira, 26 de novembro de 2019

Words are very Unnecessary




E se parecem tolas as expressões aqui colocadas, seja porque se levou primaveras demasiadas para encará-las, ou porque já não trazem nenhum tipo de interesse na informação. As palavras serão jogadas aqui, para serem testemunhadas.
Ainda que se ergam paredes, não me intimidarei diante de tão vil edificação, não serei o varrido a falar com elas, mas sim cravarei minhas letras com pitadas de expectação, nas rachaduras que o tempo se encarregará de provocar. Trago as versões mais incompreendidas, mais dúbias e remotas para ouvidos surdos, para olhares turvos, para corações envenenados. Mas trago as versões mais internas, límpidas. Sem auto-zelo, apenas deixando minha alegação fincada nas brechas abertas da intransigência atempada.
A proposito, com o proposito de calar, de evitar, de interromper propositadamente, e provocar dor, a construção desse muro não evitará que eu lhe talhe minhas emoções, Mão calejadas não temem a indiferença. Sou sagaz, e sei que a conexão impede que exista amnesia eterna em memórias impressas com ferrete.
Consulto minhas entranhas, e obtenho como resposta a confusão que foi cruzar nossos ponteiros em horários distintos. Não há convicções nem certezas, e justamente por isso fica difícil descrever. Mas não há como se furtar na tentativa de elucidá-las, no propósito de responder as indagações que me foram feitas e jamais atendidas.
Verdadeiramente, enxerguei-te inicialmente como algo temporário, como um remédio rápido para minhas enfermidades. Não me envaideço disso, muito pelo contrário, foi uma névoa de deslustro em meu caráter, e acho que isso foi determinante para tudo.
Todavia, tem de se ilustrar aqui que, franqueou-se a vontade de recomeçar, de realizar, de construção. Para uma entidade tão perdida e isolada como sou, isso era tudo que havia de riqueza em meus bolsos furados.
Não busco culpados, e os motivos são desimportantes. Me atento ao resultado. Fracassamos, cada um em sua proporção de não conseguir ser o que se cabia nos sonhos mútuos. Mesmo com toda a alquimia que se conseguia nas coisas mais simples, menos nas complexas.
A grande obra criada desse encontro desarmônico é a certeza que há nesse momento o lamento de algo que poderia ter sido estupendo.
Há de ser como felinos, em outras vivências astrais. 
Que a vide lhe reserve surpresas boas, vitalidade emocional, desapego existencial. Que consigas descifrar o enigmas de seres tu, que deixes sair das tuas prisões internas a luz que habita dentro de ti. Que entendas que não existe a plenitude, seja ela para qual direção for. 
Votos sinceros, repletos de ternura.