Apenas algumas viagens, sem itinerário certo. Se você embarcou, paciência. Fico feliz se você entendeu.
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Sobre...
Ahh se o mundo inteiro me pudesse ouvir...
Se eu pudesse gritar como as poucas forças que me restam.
E minha voz fosse ouvida perante todas as estações do ano.
Ouviria-se um grito sussurrado, preso sob o peso da prensa que me aperta.
Meu coração vadio e fraco, que arde sem pretexto justo.
Feliz eu o seria, se fosse o ardor pelas brasas da paixão.
Iludo-me, consumo-me, rumino-me, afogado em ácido sentimento.
Um vulto vulgar, que me circula, assombrando-me sem um pingo de dó.
Onde minha integridade e sanidade foram quebradas, sob os protestos de minha alma.
Nos labirintos sem saída, que a vida nos prega e nos castiga.
E vive-se de migalhas de sentimentos duvidosos, uma febre nostálgica e torturante.
Alimentados por vícios de imaginação, onde carrascos me torturam com sua dança nupcial.
Quisera eu, enxergar na monotonia da rotina asfixiante.
Algum alento que me tirasse dessa convulsão de tristeza.
Que por segundos, retratos fixos em minha mente, fossem sequestrados para sempre.
Que a certeza da incerteza não pilotasse mais os destinos da minha existência.
E pinto a amarga aquarela de minha vida com pinceis de agonia.
Carregadas por tintas porosas, de aspecto pálido e borrado.
Perfazendo a imagem estúpida e pobre, de um ser combalido por suas próprias atitudes.
Desenvolvendo o sentimento mais orgânico e intransigente dos homens afetuosos.
A densa e insistente, saudade.
